sábado, 12 de junho de 2010

Coisas da vida

Hoje o dia é rosa e vermelho né. Liguei minha tv, nao gostei do que via, alias nao gosto de acreditar no que vejo na tv, desliguei e liguei meu radio. Nao aguentei, desliguei tambem. Liguei o cumputador na fé que encontraria alguma coisa diferente, que nao fosse amor, amor e amor. Ah e mais um pouquinho de amor. E é claro que na internet eu nao encontraria nada mais nada menos, do que só isso. Em tudo quanto é tipo de site-propaganda tinha um anunciosinho, ou uma manchetezinha. Entao eu fiz o favor de ler um, quando vi que nao tinha saida para mim. E que eu teria que fazer alguma coisa, por mais entediante e cortante que fosse ver a vida feliz da Cristina e do Caique, que se conheceram na praia, passaram o verao juntinhos. Mas depois quando voltou nunca mais conseguiram se falar, até que se encontraram em uma lanchonete em campinas, sendo que os dois moravam no centro de sao paulo, e resolveram ir para campinas no mesmo fim de semana, e na mesma lanchonete. E sabe, que achei engraçado e ao mesmo tempo, é sorte ou simplesmente conhecidencia? Como podemos saber os passos da dança se nao ensaiamos ele?
O fim todos sabemos, inclusive eu que nao queria ver o fim, porque felicidade demais para mim é exagero. É muito amor e destino que eu nem quis insitir em ler o final que eu ja sabia. Porque O fim é que os dois voltaram a sair, e se conheceram melhor, e finalmente estao namorando a tres anos e é o terceiro dia dos namorados que eles estao juntos, e estao literalmente, abobadamente felizes com o que um tem do outro. Amor! ¬
Estou até agora meio confusa, tentando entender, sao tres anos e tres dia dos namorados que eles estao completamente juntos e eu... completamente sozinha. Nao sei , deve ser porque eu sou nova demais, e nao ficaria com alguem maduro o suficiente ou homem o suficiente para levar a serio um amorzinho de verão. Mas perai, ele nao levou a sério. Foi simplesmente coisa da vida, se encontrar comendo um lanchinho e falar PERAI CONHEÇO VOCE. E dai por diante é tudo consequencia. Vida, conhecimento, segurança e entao amor amor e amor. Tudo rosa e vermelho, como eu vi na tv, no radio e agora na internet. E que pelo que a Cristina contou ''a nossa felicidade é inconstante, nunca sabemos quando ira terminar. Hoje sei que preciso dele para continuar vivendo'', entao provavelmente a vida dela é rosa e vermelha o tempo todo, desde que o Caique a encontrou em Campinas.
Entao é assim, como que podemos saber se estamos fazendo a coisa certa ou nao? Como podemos seguir, alias sou tao nova que fico imaginando 'ah tudo bem, é só um dia comum como todos os outros, alias nao tenho um namorado, mas tenho quem quiser'. E talvez seja ilusao pensar assim, ou ilusao acreditar no amor que Cristina e Caique vivem. Como posso saber?
É como a valsa, a valsa da vida, e do destino. Em uma festa a fantasia, onde eu nao sei com quem estou dançando, nao sei que paços seguir para poder ir no ritimo da musica. O acompanhante, zorro, conde fersen, homem aranha, batman. Ja dancei com todos os acompanhantes possiveis, e alem de nao saber suas reais identidades. Costumo dizer que nao sei dançar, sendo assim, nao consigo caminhar no mesmo ritimo que todos os acompanhantes que passam por mim. Entao, como eu posso saber? Sera que algum dia eu vou estar em uma lanchonete e vou ver que o vendedor de chiclete é o amor da minha vida? Ou simplesmente vou ir em uma balada, me embriagar, e por pura misericordia ou assedio ser cuidada pelo garoto estranho que mal consigo entender seu nome, porque nao estou boa o suficiente para poder entender, e dali em diante ter seus cuidados por longos dias e anos, e um dois tres dia dos namorados ao seu lado.
Nao tem como saber. É um baile a fantasia, e nem sei dizer se estou fantasiada, se posso chamar atenção.
Realmente pra mim, mesmo com todos esses baloes de coração e todas essas coisinhas rosas e vermelho, para mim hoje é só mais um dia como todos os outros, mais um sabado comum. Mais um dia 12 de junho comum, como todos os outros 12 de junho que ja passaram por mim. Sempre tao acomodada , tao acostumada com a solidão momentanea de alguns finais de semana, ou sextas, ou quintas, ou meses e anos. Tao incredula de amor, e tao frustrada por isso. No meu baile a fantasia eu sei que tenho a terrivel mania de tropeçar , me avançar sobre desconhecidos e sair ferida e totalmente irreversivel.
Solidao ou sossego? Medo ou exagero? Misericordia ou fé? Direita ou esquerda?
Como posso saber?
Sao os CCC da Cristina e do Caique em Campinas. Porque eu nao saberia a historia deles, se a Cristina tivesse se entregado para ele naquele verao, e entao o Caique nunca mais quisesse olhar para ela. E quando se encontrassem na lanchonete o Caique fazer questao de falar 'NAO SEI DA ONDE TE CONHEÇO NAO, ACHO QUE VOCE ESTA ENGANADA'. Como frequentes historias, que acontecem comigo, e com muitas outras mulheres. Mas nao com a Cristina. Nao com o Caique. E deve ser porisso que a historia de amor magico e purpurante deles dois esta na internet. Rodando por ai, e para os desavisados, os SEM NAMORADOS, so mais uma historinha de contos que nao existe ou provavelmente nao ira acontecer. Nao com os desavisados, frustrados e sozinhos. E é assim. Meu 12 de junho, meu mais um 12 de junho, um sabado comum, um dia comum. Um frio tao frio que chega doer minhas juntas. E minha terrivel solidão, no meu quarto vazio e bagunçado, na minha vida vazia e bagunçada. Que ninguem tem coragem de entrar e arrumar. Podia ser diferente?
Acho que nao. Sao simplesmente os paços da valsa. Conde Fersen me interessou mais. Homem aranha me deixou perdida. Mas o conde Fersen tem muitas Marias Antonietas para guiar na dança. Enquanto eu, a sem fantasia insiste em encarar essa dança, em insite para poder aprender a dançar. E entao conseguir ver que a vida pode ser rosa e vermelha , pelo menos por um dia.

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