domingo, 30 de dezembro de 2012
No minimo era amor
''No minimo era amor. Ela tinha la seus altos e baixos. Seus dias bons e seus dias ruins. Ela sabia de muita coisa, conhecia muita gente, saia quando dava, tinha planos e sonhos imensos. E no meio de tudo isso, ela sempre soube, era amor. Era amor porque era só com ele que ela conseguia passar um dia inteiro sem se cansar, ela nao enjoava da mesmisse dele, e por mais que ele fosse um garoto comum, nada mudava, isso fazia com que ela o achasse diferente. Era amor. Uma pena. A vida nem sempre favorece quem ama. Eles tinham tudo para dar certo, o mundo parava quando eles estavam juntos e parece cliche, eu sei, mas tinha essa coisa toda; de beijinhos, carinhos, conversas, risadas. Tinha essa coisa toda que vez em outra a gente ve em algum filme de comedia romantica. Ele tinha sido feito para ser dela, e ela tinha sido feito para cuidar dele. As vezes ela se perguntava ''por que tanto amor?''. Ele nao estava mais aqui, eles brigavam sempre, e isso afastava ele. Ela estava cansada de esperar. E a vida nao parou para que nenhum dos dois ajeitasse o que tinha de errado, a vida seguiu em frente. E mesmo que parecesse que o mundo dela ia desabar, ela sabia, a vida tinha que seguir em frente. Dai os dias voltaram a serem SÓ dias normais. As pessoas eram só pessoas normais. Alguns diziam ''da um sorrisinho'' ''cade a menina que contagiava?'', mas era automático sabe? Sorrir, sorrir, sorrir. Se a gente sorri, ninguem ve, ninguem percebe, ninguem se da ao trabalho de tentar descobrir o que tem de errado. As pessoas tem la suas vidas, tem seus problemas, ninguem quer resolver um amor mal resolvido de uma menina ai. De vez em quando, quando ela estava dentro do seu quarto deitada sozinha ela lembrava, lembrava dele, do rosto dele, do beijo, do jeito.'' Sera que ninguem vai me fazer sair do chao assim?''. Ele cuidava dela, ela era uma menina perdida que queria se encontrar, que sonhava em ser atriz, que passava por ai e deixava um pedacinho dela em todo lugar. Mas como diz a frase as vezes nem reza, nem moeda da sorte ajuda, quando nao é para ser nao é. Mas entao ''por que tanto amor?''. Ela saia, ela ria, se arrumava, ficava bem. As pessoas comuns viam nela só mais uma menina comum. Ela ficava com outros, mas dai quando voltava para casa era nele que ela pensava. Com ele, apesar das dores, das idas e vindas, com ele nao existia vazio, ele preenchia o espaço todo. Ela se contentava em deitar ao lado dele em uma vespera de feriado qualquer e passar um dia inteiro só la, com ele. Ele nao precisava se esforçar muito, por mais que nao aceitasse isso, ele nao precisava. Ele, só ele, ja era o suficiente. Era só por ele que ela trocaria uma sexta feira de bebedeiras e nostalgias engraçadas, era com ele que ela queria passar um domingo de sol. Mas quem olhava para ela, poxa, é só uma menina comum, com uma saia curta, vestida como as meninas comuns, ela bebe, ela ri, ela fuma, ela beija. Ela trai o amor. Ela finge bem. Mas ele, ele sabia, quando ele a via, ele sabia tudo. E ela sentia falta disso, alguem que conhecesse ela por inteiro, alguem que valesse a pena conversar por horas, perder um tempo, conhecer, dividir. É tao dificil achar pessoas assim, que valha a pena perder um tempo. Mas para os outros, isso é foça, isso é carencia, isso é cliche, é bobeira; amor hoje em dia, é bobeira. As pessoas vivem tao bem sozinhas, ela vivia bem sozinha, só que para ela valia muito mais a pena dividir um dia inteiro com alguem que valesse a pena. No minimo era amor, mas a vida é assim, nem sempre favorece quem ama. Os amigos e a vodka faziam o serviço de ocultar a falta, os planos e os sonhos, faziam o serviço de oculpar a mente. E os outros, ah, os outros eram outros que faziam o serviço de ocultar a dor.''
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