domingo, 12 de junho de 2011

BEST FRIEND FOREVER?

Isso é coisa da antiga amizade. Acaba ficando mais difícil de desgostar e mais fácil de se apaixonar. É que eu te conheço tão bem e de repente faz tanto tempo que não te vejo. E no meio da saudade do teu abraço, e da sua sede de me beijar eu fui sem freio até você. Alias, eu já te conheço a tanto tempo. Mas é que faz tanto tempo que você não vem. E então nos afogamos em um novo sentimento, em uma nova experiência. E não éramos amigos antes? E agora estamos falando de nós, de sempre, de amor. Mas eu sempre te amei . E então fomos rápidos demais, e eu tropeçando e tropicando, mas é que o medo de te deixar escorrer pelas minhas mãos como das ultimas milhares de vezes que tentamos nos dar bem de novo é uma opção que eu não quero nem pensar. Te perder já não é uma opção. Mas então estamos nós assim como todos os típicos relacionamentos comuns, não te vejo mais como meu melhor amigo, mas também não te vejo como um amor. Mas então por que o medo de te perder eu não sei.  Deve fazer parte da promessa de que eu não ia desistir de você. Eu tinha me esquecido que você já não tem mais os 12 , 14, 16 anos de quando eu aproveitava suas fases e te fazia de instrumento para ouvir minha dor, e meus amores, e meus segredos. Enquanto você me amava calado, amor de criança, amor sincero, amor que acabou. E então você esta com seus 19 anos de idade, e só porque você era meu melhor amigo eu simplesmente me deixei levar, maldito momento que faz  agirmos sem pensar. Eu me deixei a mercê de você, e de seus poderes que facilmente me envolveriam. Eu no momento mais frágil, no meu momento mais quebrado, no meu momento mais dor. Querendo não partir antes de começar alguma coisa, querendo não me precipitar para podermos ir no tempo certo. Querendo trabalhar no seu tempo. Desenfreio do cacete que me fez perder a cabeça e achar que de repente , de repente você poderia ter razão e a gente poderia dar certo mesmo.  Mas no fim das contas eu sempre tive razão, somos perfeitos quando somos amigos, porque quando não somos amigos somos como todos os outros milhares de casais comuns. E eu não quero nada comum, eu não quero um amor comum, eu não espero isso de você. Um menino tão perfeito, o meu melhor amigo, o meu heroizinho que eu também não sei por que cacete eu considero tanto. Desde o seu ‘Oi’ na pizzaria quando entrei descabelada querendo brincar, até os nossos milhares de adeus, e minhas milhares de tentativas de voltarmos ao ‘Oi’ da pizzaria. Mas se foi, o tempo se foi. E eu não sei porque eu voltei pra você, porque eu acreditei tanto que no fim das contas arriscar podia ser legal, podia dar certo, mas não deu. Exatamente do modo como eu havia previsto. Voce é tão comum, tão igual a todos os outros e então devagarzinho vou perdendo o encanto. O encanto pelo menininho que eu sempre fui apaixonada e não sabia. E te vejo assim, tão normal. Tao você.. tão mais um!  

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