Tem um certo momento acho que na vida de todo mundo em que a maioria das coisas que acontecem não são boas o suficiente, ou tudo parece dar errado, e se não da errado nós mesmos não gostamos do certo. Triste, mas um fato. To nesse momento. Pra La de Bagdá. Na fase mais impossível e mais confusa. Nada fica bom, nada fica do jeito que eu queria que ficasse. As coisas que eu quero muito quando eu consiqo perdem a graça, as coisas que até um tempo atrás eu estava odiando eu passo a amar. É foda, é triste, é desnessario. Fase do caralho! Fazer o Maximo possível para que as coisas dêem certo, fazer o Maximo possível pra fazer a coisa certa. E só dar mancada, e só entrar em furada. Nada bom, tudo errado, decepção, uma vontade do cacete de sumir. Uma nostalgia impossível das coisas que eu fiz no sabado a noite e não deveria ter feito. O moleque que eu to ficando aparece e some quando bem quer. O outro do sábado a noite e metade do mundo achando que eu sou uma menina que eu não sou. Merda de zica, de momento de bosta. Querer tanto me acalmar, deixar as coisas se ajeitarem, colocar os pratos limpos no lugar. Arrumar a bagunça, mas deve ser mal de Débora acabar com a própria reputação, A pior parte de toda essa merda, nem é essa merda toda. A pior parte é sentir falta do fdp, do dêsgraçadinho que me fez desacreditar no amor de novo, eu sinto falta. E eu odeio sentir falta. Quando a qente ta na merda a gente lembra de coisas boas do passado e quer voltar pra La. E é bom assim, eu esqueço toda merda que ele foi, substituo pela merda que eu to agora e sinto um tesão enorme de voltar pro passado. Só voltar, e pausar e curtir. Os momentos nossos, a intimidade que definitivamente eu não vou ter com mais ninguém. O amorzinho que podia ter suas cachorradas sexuais, mas não deixava de ser amor, carinho, prazer. Não deixava de ter respeito. Entao mesmo ele sido podre, nesse exato momento eu vi que moleque sempre pode me impressionar, em geral, sempre pode ser pior. Que dentro de um banheiro minúsculo acha que é dono de mim, que pode simplesmente atravessar o sinal vermelho. Enquanto o ficante que se esqueceu de me chamar pra sair sábado a noite com ele me liga bêbado as 2h da manha querendo conversar. Mas então se fosse você, até dentro de um banheiro, ou se você me ligasse 2horas da manha, era de se imaginar, algo esperável de você. Mas quem são esses né? Que de repente estão com a lingua dentro da minha boca , e eu nem sei quem são eles. Alias é tudo mentira.
E Nem sempre é facil entender.. num é facil entender a falta, a saudade, a questao, a duvida. Nem sempre é facil aceitar que nao vai ser igual, que nao vai ter amor, que nao vai ter sabor.Num é facil ouvir aquela vozinha da conciencia dizendo: Simplesmente mudou Débora, nao é mais ele, é simplesmente mais um como todos os outros que só quer gozar e sair fora.
Pesa, faz falta, e eu fico sozinha pensando , querendo chorar, mas o choro não vem. É choro de cobra, choro que dói, mas não sai. É choro segredo, é o medo fdp de não encontrar mais ninguém pra me salvar daqui. Ninguém pra me tirar desse buraco, ninguém que eu me sinta a vontade pra dizer que não esta fácil. Para dizer que eu quero mudar, para me ajudar a mudar. E se não houver ninguém mais? Ninguém pra entender que quando eu bebo eu fico idiota, eu não pareço eu. Alquém que me ajude parar de fumar, de beber, de chorar, de não entender. Alguém...o choro...o segredo...o medo de não existir mais. Do momento zica não passar mais e eu continuar infurnada na minha própria bagunça, nos sonhos que eu não consigo realizar, passando de Mao em Mao achando que talvez esse possa ser diferente. Futuro por favor? Voce esta dizendo a verdade?
E no quartinho sem cadeira na igreja em que eu me encontro, só querendo que não fosse assim, que fosse mais fácil. Mas não é, não fica fácil.
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