Certo dia um garoto me perguntou no que eu acreditava. Isso porque eu acabara de dizer a ele que não acreditava no amor. Depois de alguns minutos pensando eu percebi que eu acreditava em mim, em Deus, e em uma falsa felicidade disfarçada de tristeza por ai. O amor apropriado, estranho um ateu que acredita em amor, e uma crista que não acredita nele. Pois bem, cheguei a uma terrível e realista conclusão: As pessoas deixam de acreditar nas coisas por conta das frustrações que tais coisas causaram. No fundo no fundo, eu sei que o amor existe, alias eu já não senti uma vez? E La no interiorsinho escondido dele ele sabe que Deus existe, mas não exatamente do modo que ele achou que fosse. As pessoas se decepcionam e para não caírem mais, disfarçam as coisas. E por disfarçar o amor e tudo o que ele já me causou eu finjo não acreditar nele, não acreditar no poder vagabundo dele, no poder de quem não tem o que fazer do que laçar pessoas e realçar sentimentos inimaginaveis para um simples ser humano. O amor é divino, se alguém que pode senti-lo esse alguém é Deus, representante absoluto de que existe sim. Mas eu acredito em Deus, acredito que por sua divindade Ele ame, mas então minha falta de fé é simplesmente nos seres humanos, capazes de cometer erros, frageis, fracos, insalubres. Minha falta de fé é que ainda possa existir amor em corações que hoje não pensam mais nisso. O Amor de longe já foi algo que trazia felicidade, alias. O que é amor? Eu sinto que futuros relacionamentos depois da minha terrível frustração com esse tal sentimento, são apenas cômodos, as pessoas se acostumam, elas não amam, não é amor. É falta, é carência, é habitat natural. As pessoas só acham que podem chamar tudo isso de amor e pronto. Mas no fundo é mesmo a falta dele que faz as pessoas acreditarem que ele existe. E no fim das contas, ninguém nem sabe o que é isso. Nossos pais talvez podem saber, os valores eram outros. Mas hoje, não há amor. Não há salvação. Simplesmente existe pessoas com a falta dele, e que se acostumam, se deleitam, se iludem, para poderem satisfazer um pouquinho da falta. Pois bem, minha resposta. É que eu acredito mesmo é na falta, na falta de carinho, na falta de saudade, na falta que as pessoas tem e então pra esconder a falta elas dizem que amam, amam de verdade. Amam o para sempre que acaba depois de alguns meses, amam o drogado, amam o pobre, amam o milionario, mas no fundo fundo elas nem sabem o que é isso. Só disfarçam pra fingir amor, e a culpa é do mundo que gira, e de outros miliares corações que ainda querem e vão sentir, e vai doer, e talvez como eu desacreditem nele. Alias, ele não existe né. E se existe, o medo escondeu ele de mim a muito tempo atrás, para que eu não sentisse mais a dor que ele me causou. Papai uma vez me disse que amor é doce não fazia machucado, mas então de repente eu achei um amor, eu cuidei do meu amor, eu quis bem o meu amor, e ele foi embora e doeu. Pois bem, ele não existiu , nunca foi amor, foi mesmo a falta dele. Eu nunca mais vou amar alguém como amei esse meu amor. Talvez eu nunca sinta um amor de verdade porque esse garoto já amou. O amor ele se mostra uma vez e depois vai embora, não existe mais. Nunca mais se ama do mesmo jeito, nunca mais é como o primeiro, por mais que a gente tente, por mais que a gente se esforce. Nunca será igual. Enfim, é exatamente por isso que acho que as pessoas não devem acreditar, por acreditar demais a maioria do mundo cai, perde, e então a fé vai embora e fica a falta. Não há amor, o que tem são pessoas que acreditam que somente ele trás felicidade. Sendo que a única coisa que trás felicidade mesmo é esperar um pouquinho mais das pessoas, que mesmo sem amor podem surpreender sem machucar. É nisso que eu acredito, num relacionamento saudável, num relacionamento equilibrado. Por não amar mais como já amei um, nunca mais terei um relacionamento recíproco e assim em diante, assim cada um com seu respectivo ex amor. Com suas respectivas dores. E eu com minha mentirinha escondida na minha cara, Débora dizendo não acreditar mais no amor parece piada né? Mas há um bom tempo que ele não existe mais... pelo menos... pra mim!
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