De repente me deu um medo, sabe? É, medo de estar perdendo o controle da situação, de estar me ferindo para ocultar a dor que ficou depois da gente. Medo de estar me enganando para não deixar que ninguém me engane. Eu não consigo mais, eu tentei eu juro, mas eu não consigo, essa não sou eu. Eu não quero e não gosto de ser assim. Porque de todo aquele amor não pode ser que não tenha sobrado nada, não pode ter endurecido tanto. Não deveria né?
Essa versão "foda-se" cansa. Cansa e machuca ao mesmo tempo. E eu não quero mais, prefiro me apaixonar e me foder do que ficar assim desse jeito bagunçado. Eu gosto da calmaria, e essa bagunça misturada com ressaca de todos os finais de semana me assusta.
Depois de você eu deveria ter me tornado uma pessoa melhor, mas não, tudo tão injusto. Te dei tudo, podia parecer pouco, mas era o que eu tinha. E olha só para mim agora, não sobrou nada, nem um cantinho se quer, não tem nada e não ser intensa é tão horrivel. Não quero não me importar, não quero beber para melhorar, eu quero eu de volta para mim. Porque essa versão cansada e descrente me da medo e doi.
Nenhum comentário:
Postar um comentário