quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Rotina de merda

Faz um carinho aqui. Me chama de amorzinho e me beija.
Sao 18:18 e agora é a hora que voce me liga, e pergunta como foi meu dia, e reclama da minha escola, e me conta todas as suas novidades que voce sempre tinha.
Era a hora que eu ignorava a minha vida e pertencia a voce, pertencia ao nosso mundo, e eu o achava muito mais muito interessante mesmo. Eu nao queria mais nada, eu deitava no meu sofa e permanecia ali por horas com a sua voz no meu ouvido. Era nosso momento de rir, de fazer planos para o fim de semana, as vezes de briguinhas bobas. Mas era nosso horario.
E eu nao sei porque, mas ainda nao me acostumei com o fato de que meu telefone ja nao toca mais. E eu nao sei porque que essa merda de rotina ainda nao saiu de mim, e eu só queria mesmo era desacostumar.
Mas é que eu ja estava tao acostumada com o teu amor na minha vida que eu esqueci que seria dificil te esquecer por mais que tenhamos chegado ao fim.
Fui fuçar teu orkut com o intuito de achar migalhas perdidas nossa, porque no meu eu fiz questao de apagar tudo.E o que eu mais queria na vida é conseguir tirar voce de mim para conseguir me acostumar com outra pessoa, me acostumar que nao vao ser iguais a voce, que nao teremos os mesmos assuntos e mesmas babaquices que eu e voce tinhamos. E eu preciso me acostumar que eu te mandei embora, e que meu telefone nao vai mais tocar 18:18, e que quando tocar nao vai ser voce.
Antes era mais facil, na verdade é bem mais facil nao pensar na antiga rotina quando estou com outra pessoa. Mas assim quando to sozinha fica tudo tao frio. E eu fico cassando coisas para nao te apagar totalmente, mas agora ja nao tenho nada que me lembre voce, só minba casa, meu telefone, é tudo me lembra voce. Porque tudo ainda esta na minha cabeça, me atormentando me fazendo querer dormir. Antes eu colocaria sua blusa, e pensaria um dia eu devolvo para ele e agente conversa e ele vai ta mudado e agente enfim vai volta para eu poder me encaixar na rotina de novo. Mas nao, agora nada me prende a voce. E tudo me prende a outro, e mesmo querendo que esse outro seja um pouco como voce, eu penso que nao. Que nao seria justo, que eu nao posso ser tao egoista de querer tudo de novo pra mim.
Eu preciso mesmo é me acostumar, que vao ser diferentes de voce. Que nem sempre meu telefone vai tocar, eu preciso me acostumar a ficar sozinha, pelo menos um pouquinho e me desprender aquela vida que eu reclamava tanto, mas que ja fazia parte.
Agora o que eu preciso mesmo é apagar, apagar e recomeçar como nos velhos tempos...

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